sábado, 11 de setembro de 2010

O facão



O amigo Cícero me lembrou esta semana, " E o facão, reparou que não tem mais facão?"
Fiquei espantado com a lembrança, realmente já fazem muitos anos que eu não escuto falar em facão.
Moramos na região do ABC paulista, por aqui, a palavra facão era motivo de medo, principalmente entre os metalúrgicos.
Facão era o nome dado aos cortes em massa de funcionários, feitos pelas empresas, principalmente com o intuito de baixar os salários. A prática era viabilizada pelas seguidas "crises", que aconteciam a cada dor de barriga do presidente dos EUA. Em cada facão eram demitidos centenas, até milhares de trabalhadores de uma só vez, pais de família que, na maioria das vezes, semanas ou meses depois , ao término da "crise", eram readmitidos com salários menores.
Esta prática era comum nas grandes montadoras e nos fabricantes de auto peças que , por força dos contratos, sempre dançaram a música das montadoras. Era como se fosse a época do corte da cana, vinha o facão e começava para o trabalhador a maratona de correr atrás de um novo emprego, se sujeitando a trabalhar em piores condições e, é claro, com um salário menor. Eram comuns as filas nas agências de emprego.
Durante os anos FHC esta nuvem negra pairava sobre as indústrias e, consequentemente, sobre todo o setor de serviços e de comércio.
Na época eu trabalhava em uma das montadoras e posso dizer o quanto é assustador ver centenas de companheiros serem demitidos ao mesmo tempo, o que acabava por joga-los uns contra os outros, na busca desesperada por um novo ganha pão.
Não trabalho mais em montadora, mas visito centenas de empresas todos os anos, como parte de meu trabalho.
O que vejo agora é o oposto, é comum encontrar trabalhadores com mais de 50 ou 60 anos na ativa, trabalhadores, que naquela época, com certeza já teriam sido "descartados".
Muitos daqueles que viveram anos de terror, com a sombra do facão sobre suas cabeças, agora são disputados pelas empresas, agora são tratados com dignidade.


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A mão invisível


Ainda ontem li, em um dos tantos blogs que visito, sobre o suposto poder de Serra e da oposição sobre a mídia.
É consenso na blogosfera achar que Serra e a oposição controlam a grande mídia brasileira. As manchetes dos jornais e revistas deixam bastante explícita a cumplicidade entre os dois, mas não deixam claro quem comanda e quem é comandado.
A lógica simplista diz que a oposição controla a mídia, parece que é isso que enxergamos, mas uma análise um pouco mais profunda mostra que não é exatamente assim.
A publicidade oficial que os tucanos sempre destinaram exclusivamente aos grandes veículos não justificaria um apoio total e irrestrito, principalmente para um candidato natimorto.
Fossem apenas as verbas federais o motivo de tamanha lealdade, estas empresas agiriam da mesma forma que agem as grandes empreiteiras, ajustando seus interesses com cada novo governo e tratando de se adaptar a suas "necessidades", para continuar participando dos projetos federais, em menor ou maior quantidade,  mas permanecendo, sempre, dentro do jogo.
A mídia brasileira se comporta de maneira visceral. Ela luta até a morte contra qualquer projeto que não esteja a direita de sua baliza, lucrando ou não com esta posição. O lucro, aparentemente, não é o alvo principal de seus negócios.
Isto, definitivamente, não é o comportamento de um empresário.
Os oito anos de ataque ao governo Lula e, antes disso, todo o esforço despendido com a intenção de eliminar o PT e o "sapo barbudo" da história, mostram claramente que a grande mídia fez uma opção ideológica, não uma opção empresarial.
Trata-se de algo muito além da simples venda de jornal e revistas.
Seria muito mais fácil e muito mais lucrativo se alinhar aos mais de 80% que aprovam o governo Lula. Seria fácil e muito bom para os negócios apoiar o PT e o presidente mais popular de todos os tempos. Os riscos que a Rede Globo, por exemplo, corre ao atacar o presidente e a futura presidente são enormes, do ponto vista da audiência e do ponto de vista do futuro das relações com o governo, pois é óbvio que muito antes dos institutos de pesquisa decretarem a morte de Serra, a grande mídia já tinha as medidas do caixão. Então por que apostar seu dinheiro em uma causa sabidamente perdida? e o que é pior, continuar apostando, mesmo depois de morta e enterrada?
Quem são estes empresários que colocam sua ideologia acima de seus interesses econômicos?
Quem são estes empresários que aceitam ordens de um perdedor? 
Quem são estes empresários, que se mantém unidos, numa luta insana, combatendo um inimigo que  que tem o apoio da maioria do povo?
E quem é Serra em meio a tudo isso? Serra não é ninguém. Ele joga com fichas emprestadas,  é apenas uma marionete, nas mãos de jogadores que não mostram a cara.
Aqui o dinheiro não está em jogo. Não este dinheiro imediato, da venda de jornais, não os trocados de anúncios do governo, não as moedas dos pequenos favores, não os benefícios dos terrenos cedidos ilegalmente. 
Aqui está em jogo algo muito maior, está em jogo o controle de uma nação, está em jogo o domínio de um país que é a oitava economia mundial. 
Está em jogo o futuro, está em jogo algo que Serra e a oposição não tem e, ao menos por enquanto, não terão : O Brasil.





Os benefícios "embutidos" na privatização


A Vale anunciou nesta sexta-feira (10) que acertou com o Export-Import Bank of China e o Bank of China financiamento de US$ 1,229 bilhão para a construção de 12 navios Chinamax. O financiamento acertado com as instituições da China, principal cliente do minério de ferro exportado pela Vale, equivale a 80% dos recursos para a construção das embarcações e tem prazo de pagamento de 13 anos.


A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, receberá os recursos ao longo dos próximos três anos, de acordo com o cronograma de construção dos navios.

"Esse contrato faz parte de um amplo pacote de financiamento para o programa de investimentos da Vale, envolvendo instituições financeiras oficiais de vários países", afirmou a companhia em comunicado.

A mineradora destacou que o programa de financiamento constitui-se em um importante instrumento de apoio ao crescimento da companhia em condições de baixo custo e longo prazo.

Os navios Chinamax, que têm capacidade para cerca de 400 mil toneladas, serão construídos no estaleiro chinês Rongsheng.

Beliscado do Excelente Amoral Nato
 
A Petrobras encomenda navios dos estaleiros Brasileiros, sucateados no governo FHC/Serra e que voltaram a funcionar no governo Lula.
 
A Petrobrax encomendaria navios chineses.

A farra das privatizações de FHC e Serra :



subtraído do Conversa afiada

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

"Manchetes que veremos nos próximos dias"

As últimas do guru do Serra

O guru do Serra abre o jogo :

"Vamos vencer estas eleições e levar o candidato Joseph Sierra para a Casa Rosada.
Com Joseph Sierra a Colômbia será o país mais poderoso do continente africano!"

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O que mais veremos até o dia 3 de outubro ?

Quando a gente acha que ele atingiu o fundo do poço, ele se supera e mostra que consegue ir muito mais pra baixo !

O novo site do Serra :

Agora com as incríveis modificações feitas pelo Guru Ravi Singh, doutorado em Embromologia Eleitoral pela Universidade de Harvard.
Acreditem, o Guru recebeu para fazer isso, e recebeu muito !

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Mundo Animal : O Tucano-Vira-Casaca

Ramphastus opositorum trairum
Tucano-Falso-Vermelho ou Tucano-Vira-casaca

Espécie de tucano que muda as cores das penas, de azul e amarelo para vermelho, quando não quer mais acompanhar o seu bando.
Na verdade, por baixo das penas vermelhas ainda possui as penas azuis e amarelas, podendo voltar a sua cor original após o início do mes de outubro.
É um pássaro conhecido por suas fezes enormes, que costumam entupir córregos e mesmo rios, causando enormes alagamentos.
Suas cagadas são encontradas por todo o Brasil e, algumas delas são muito difíceis de serem eliminadas.
Para sobreviverem em cativeiro, suas jaulas devem ser forradas com jornais e revistas, eles adoram e não conseguem sobreviver sem eles.
Vivem em todo o Brasil, mas preferem as regiões sul e sudeste e áreas bem desenvolvidas.  Detestam favelas.

Pink e Cérebro